China 2011

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Este homem de sorriso amistoso é, na verdade, um sádico.
Victor é o Diretor Financeiro da Faxind e tirou o dia para me mostrar Hong Kong. Inteira. Em uma tarde.

Malandro…eu sofri na mão do Victor.

Mas sua gentileza não teve tamanho. Não só me fez conhecer tudo que um local deve conhecer, correndo de cá pra lá, como ainda negociou todas as minhas comprinhas.

Fica registrada aqui minha gratidão. Valeu Victor. No Brasil eu retribuo um dia!

Este homem de sorriso amistoso é, na verdade, um sádico.
Victor é o Diretor Financeiro da Faxind e tirou o dia para me mostrar Hong Kong. Inteira. Em uma tarde.

Malandro…eu sofri na mão do Victor.

Mas sua gentileza não teve tamanho. Não só me fez conhecer tudo que um local deve conhecer, correndo de cá pra lá, como ainda negociou todas as minhas comprinhas.

Fica registrada aqui minha gratidão. Valeu Victor. No Brasil eu retribuo um dia!

Quatro e meia da manhã, pego o carro para o aeroporto para o vôo da sete para Shenzen. São duas horas e meia voando para o sul, para a cidade que faz fronteira com Hong Kong.

Lá vou ser recebido por Jack Ng, CEO da Faxind, uma fábrica de produtos plásticos que chega a produzir cerca de 500 mil unidades de cada item diariamente.

Jack emprega entre 300 e mil funcionários. Não é, de forma nenhuma um negócio grande para os padrões chineses, mas é interessante porque a Faxind produz desde o mockup até o produto final, tudo nos seus 3 prédios no setor industrial de Shenzen.

Não espere nada tecnológico. A fábrica é uma linha de montagem artesanal. Cada um dos operários é um verdadeiro artista, moldando massa, limando moldes, pintando manualmente os produtos finais.

Dezenas de bancadas com operários com golas brancas, monitorados por supervisores de golas laranja, liderados por coordenadores de golas vermelhas.

A jornada padrão é de oito horas, mas o funcionário pode optar por mais duas horas e meia para assegurar algo próximo a 300 dólares no final do mês.

A fábrica lida com produtos tóxicos mas o cuidado com a ventilação é mínimo. Segundo Jack, todas as fábricas são assim.

Os operários vêem de todos os pontos da China. É cada vez mais difícil recrutar localmente pois a tal da Classe Média continua crescendo e ninguém mais quer esse tipo de trabalho manual.

Jack é capaz de criar e produzir qualquer objeto em plástico ou metal em apenas um mês e meio.

O preço depende do grau de exigência dos clientes em termos de “validação”, leia-se quais as matérias primas envolvidas.

A sala que mais orgulha Jack é uma cheia de equipamentos capazes de medir cada componente químico em seus produtos.

O passeio termina em mais um almoço com degustação.
Nem me fale.

Shangai em 3 pontos

Três pontos de Shangai que valem a visita:

Nan Jing Xi Lu
É a maior rua comercial da China. Uma espécie de Times Square extendida por diversos quarteirões. O comércio não ajuda. Produtos de baixa qualidade, feitos por aqui mesmo ou marcas famosas por preços absurdos. Mas vale a visita pela fauna. A cada passo alguém de patins gruda em você oferecendo rolex ou massagem. Ou ambos.


Xin Tian Di
É o bairro boêmio. Duas quadras de bares e restaurantes descolados. Claramente atrai um público com grana. Mulheres arrumadas, turistas em geral. Tem todo tipo de comida e todo tipo de loja de moda. De grifes à marcas locais e cinemas. As lojas ficam abertas até as 23:00

Bund Area
É a região de frente para o distrito financeiro, torre de TV, etc. É um parque com poucas árvores e muita gente.

Shangai - Bund

Shangai - Bund

A Taste of Honey (quem se lembra meu deus…) tocando num bar de jazz.

A Taste of Honey (quem se lembra meu deus…) tocando num bar de jazz.

O espelho e o vaso

Sempre que você entra numa sala tradicional chinesa existe um espelho do lado esquerdo e um vaso do lado direito.
Por que?
Porque combinando os fonemas de “espelho” com “vaso” o fonema resultante é “paz”.
Taí um povo que leva o trocadilho a sério.

Shangai

Shangai

Shangai

Hoje é dia de conhecer Shangai, a “Paris oriental”.
Shangai é a mais internacional das cidades chinesas.
São 23 milhões de habitantes na grande Shangai.
É tanta gente que registrar um novo veículo pode custar mais de 10 mil dólares.
A GM e a VW são as principais marcas disputando o mercado.
Os prédios são novos, com menos de 30 anos e boa parte da cidade lembra Nova Iorque por sua arquitetura e distribuição geográfica.
O bairro financeiro, Lujiazui, é o mais importante da China.
A oeste do rio Huang Pu está a “wall street” local. Prédios mais baixos, com cara de West Side.
Apesar de terem todas as marcas famosas, os impostos tornam os preços de produtos não chineses impraticáveis.
Xintiandi é o bairro dos restaurantes e entretenimento.
É um lugar bonito.
Lembra um pouco a Rodeo Drive, com prédios baixos, vielas e restaurantes da moda.
Aqui, pela primeira vez, vi chinesas bem arrumadas e algumas até bonitas.
Porque em geral, vamos combinar que o povo não prima pela beleza.

Curiosidade:
Quando se entra numa sala, a soleira da porta é alta, por 3 razões:
- Conter o mal do lado de fora.
- Reduzir a velocidade
- Reclinar o tronco em sinal de respeito

Maquete da Cidade

Maquete da Cidade